O primeiro boletim epidemiológico sobre o Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti (LIRAa), desse ano, revela que 41 municípios de Santa Catarina apresentam alto risco de transmissão de dengue. Além disso, o relatório mostra que 53 municípios apresentam médio risco e 44, baixo risco. Os resultados auxiliam a entender o cenário de transmissão da doença no estado.
Os dados deste ano, divulgados na sexta-feira, 31, demonstram um aumento no número de municípios classificados com médio risco. Em março de 2022 foram encontrados 33 municípios nessa condição. Já com relação ao alto risco de transmissão houve uma queda nos números.
Os municípios considerados infestados pelo mosquito Aedes aegypti precisam realizar o LIRAa duas vezes por ano, uma em março e outra em novembro. Por isso, neste ano, 143 municípios foram orientados a realizar o boletim. Do total, 138 fizeram o levantamento.
Além de apresentar o risco de transmissão das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti (dengue, zika e chikungunya), o LIRAa fornece informações referentes a quantidade e o tipo de recipientes inspecionados, ou seja, locais que apresentam água, e que podem servir como criadouros para reprodução do mosquito. Foram inspecionados 126.003 depósitos, o que representa um aumento de 25,2% em relação ao LIRAa de março de 2022, quando foram inspecionados 100.679 depósitos.
Do total de objetos averiguados, a maioria (36,8%) era recipientes móveis, como pratinhos de plantas e baldes, seguidos por lixo e sucata (29,2%) e os recipientes fixos como calhas e piscinas (15,9%).
De acordo com o último informe epidemiológico, divulgado em 29 de março, o estado já registra mais de 25 mil focos do mosquito Aedes aegypti, em 215 municípios. Já foram confirmados 4.769 casos de dengue.
Os sintomas da dengue são: febre, dor de cabeça, dores musculares e nas articulações, dor atrás dos olhos e manchas vermelhas na pele. Podem ocorrer também náuseas e vômitos. Ao apresentar sinais e sintomas, deve-se procurar atendimento em um serviço de saúde.
