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Eleição no Rio pode terminar no primeiro turno após desistência de Garotinho; TSE analisa destino dos votos

Redação Marazul
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Publicado em 6 de outubro de 2026 às 09h28

A eleição para o Governo do Rio de Janeiro, que terminou no domingo (4) com a indicação de um segundo turno entre Douglas Ruas (PL) e Eduardo Paes (PSD), ganhou uma reviravolta jurídica e pode terminar sem uma nova votação. O motivo é a situação dos votos recebidos pelo ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos), que terminou a disputa em terceiro lugar, com 274.411 votos, o equivalente a 3,17%.

Na apuração oficial, Douglas Ruas recebeu 49,27% dos votos válidos, enquanto Eduardo Paes ficou com 42,76%. Como nenhum candidato atingiu mais de 50%, a eleição foi inicialmente encaminhada para o segundo turno. A situação, porém, pode mudar após Garotinho desistir do recurso que mantinha no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o indeferimento de sua candidatura.

Por que os votos de Garotinho podem mudar o resultado?

Garotinho teve o registro de candidatura indeferido pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro. A decisão está relacionada a uma condenação por improbidade administrativa que resultou na suspensão dos direitos políticos do ex-governador.

Mesmo com a candidatura indeferida, Garotinho concorreu porque havia recorrido ao TSE. Seus votos foram contabilizados como “anulados sub judice”, ou seja, a validade definitiva dependia da decisão da Justiça Eleitoral.

Agora, a defesa do ex-governador desistiu do recurso. O pedido foi apresentado ao TSE na segunda-feira (5), mas a desistência ainda precisa ser analisada. O ministro Floriano de Azevedo Marques deu prazo de dois dias para a Procuradoria-Geral Eleitoral se manifestar antes de decidir sobre o caso.

Se a desistência for homologada e os votos de Garotinho forem retirados da contagem dos votos válidos, Douglas Ruas ultrapassará a marca de 50%. Isso porque os 274.411 votos de Garotinho deixam de integrar a base utilizada para calcular a maioria absoluta. Nesse cenário, Ruas poderá ser declarado vencedor já no primeiro turno, eliminando a necessidade da segunda votação.

Paes acusa adversários de “armação”

A possibilidade de encerramento da eleição sem segundo turno provocou reação de Eduardo Paes. Em vídeo publicado nas redes sociais, o candidato do PSD acusou Garotinho e Douglas Ruas de articularem uma estratégia para impedir a realização da segunda votação.

“Demorou, mas hoje finalmente está todo mundo sabendo do escândalo que estou alertando desde o início da campanha: a armação do Garotinho com o Douglas Ruas para o candidato do PL vencer a eleição no tapetão,” afirmou Eduardo Paes.

O ex-prefeito da capital fluminense também chamou Garotinho de “candidato laranja” e disse que a situação estaria retirando dos eleitores a possibilidade de decidir a eleição em um segundo turno.

“Estão tentando tirar o seu poder de dizer quem vai ser o governador e transferir esse poder para o Garotinho.”

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