Após 11 anos de um crime que chamou atenção de Barra Velha, com desdobramentos tanto no Paraná como em Santa Catarina, a autora do inusitado “Crime dos Bombons Envenenados” – o qual vitimou quatro pessoas na ocasião, uma delas em estado grave – acabou presa na manhã desta quinta-feira (26), em Itapoá, no litoral norte de Santa Catarina.
A confirmação da prisão de Margarete Aparecida Marcondes veio da Polícia Civil de Santa Catarina, que pela segunda vez prendeu a suspeita de tentar matar uma adolescente de Curitiba (PR) com os doces envenenados – fato ocorrido em março de 2012, na capital paranaense. Em Itapoá, ela usava nome falso.
Na época do envenenamento, a condenada trabalhava como doceira, e a família da adolescente havia encomendado doces para a festa de 15 anos da garota. Antes da festa, a mulher enviou amostras para a vítima experimentar. A entrega foi feita no bairro curitibano do Capão Raso, por um taxista, e na embalagem, havia bilhete oferecendo os doces para a moça provar.
Conforme a Polícia Civil, a adolescente chegou a ficar internada na UTI por oito dias, seu quadro agravou e ela passou por duas paradas cardíacas. A vítima sobreviveu e, após o crime, foi constatado que a doceira havia envenenado os bombons.
Margareth chegou a fugir da polícia na ocasião do crime, mas foi presa em 31 de março daquele ano, enquanto dormia num carro na praia de Barra Velha. Ela passou ainda por Navegantes e Itajaí nessa tentativa de fuga.
Na prisão, em Joinville, ela confessou o crime, mas sua defesa alegou que ela não tinha motivos para envenenar os jovens, e o envenenamento não teria sido provado pelos exames de sangue e urina feitos nos jovens vítimas do caso.
Margareth voltou à liberdade e foi condenada dois anos depois, em 2014, pela tentativa de homicídio qualificado. Ela chegou a cumprir parte da condenação em regime fechado. Desde 2017, entretanto, passou a ser monitorada por tornozeleira eletrônica, em regime semiaberto. Foi quando desapareceu, e era considerada foragida.
Pelo crime, ela chegou a ser condenada a 30 anos e três meses de prisão, em regime inicial fechado, pelas quatro tentativas de homicídio.

