Crime

Doceira flagrada em Barra Velha no caso dos “bombons envenenados” é presa novamente em Itapoá

Juvan Neto
Repórter
Publicado em 26 de outubro de 2023 às 23h00

Após 11 anos de um crime que chamou atenção de Barra Velha, com desdobramentos tanto no Paraná como em Santa Catarina, a autora do inusitado “Crime dos Bombons Envenenados” – o qual vitimou quatro pessoas na ocasião, uma delas em estado grave – acabou presa na manhã desta quinta-feira (26), em Itapoá, no litoral norte de Santa Catarina.

A confirmação da prisão de Margarete Aparecida Marcondes veio da Polícia Civil de Santa Catarina, que pela segunda vez prendeu a suspeita de tentar matar uma adolescente de Curitiba (PR) com os doces envenenados – fato ocorrido em março de 2012, na capital paranaense. Em Itapoá, ela usava nome falso.

Na época do envenenamento, a condenada trabalhava como doceira, e a família da adolescente havia encomendado doces para a festa de 15 anos da garota. Antes da festa, a mulher enviou amostras para a vítima experimentar. A entrega foi feita no bairro curitibano do Capão Raso, por um taxista, e na embalagem, havia bilhete oferecendo os doces para a moça provar.

Conforme a Polícia Civil, a adolescente chegou a ficar internada na UTI por oito dias, seu quadro agravou e ela passou por duas paradas cardíacas. A vítima sobreviveu e, após o crime, foi constatado que a doceira havia envenenado os bombons.

Margareth chegou a fugir da polícia na ocasião do crime, mas foi presa em 31 de março daquele ano, enquanto dormia num carro na praia de Barra Velha. Ela passou ainda por Navegantes e Itajaí nessa tentativa de fuga.

Na prisão, em Joinville, ela confessou o crime, mas sua defesa alegou que ela não tinha motivos para envenenar os jovens, e o envenenamento não teria sido provado pelos exames de sangue e urina feitos nos jovens vítimas do caso.

Margareth voltou à liberdade e foi condenada dois anos depois, em 2014, pela tentativa de homicídio qualificado. Ela chegou a cumprir parte da condenação em regime fechado. Desde 2017, entretanto, passou a ser monitorada por tornozeleira eletrônica, em regime semiaberto. Foi quando desapareceu, e era considerada foragida.

Pelo crime, ela chegou a ser condenada a 30 anos e três meses de prisão, em regime inicial fechado, pelas quatro tentativas de homicídio.

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