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Suboficial de Balneário Piçarras é condenado pelos atos de 8 de janeiro e expulso da Marinha

Publicado em 08/06/2025 10h16 | Atualizado há 224 dias

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O suboficial da reserva Marco Antônio Braga Caldas, de 51 anos, foi oficialmente expulso da Marinha do Brasil nesta última quarta-feira (4). A decisão foi tomada após a condenação do militar a 14 anos de prisão por envolvimento nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. Atualmente, ele está detido na Escola de Aprendizes de Marinheiros, em Florianópolis.

Braga Caldas atuava como mergulhador e deixou a ativa em 2021, após cerca de 30 anos de serviço nas Forças Armadas. Após a aposentadoria, passou a residir em Balneário Piçarras. A expulsão foi determinada por um Conselho de Disciplina da própria Marinha, que avaliou a permanência do militar como incompatível com os princípios de disciplina da corporação. Ele é o primeiro a ser excluído das forças armadas em decorrência das condenações relacionadas ao 8 de janeiro.

O ex-suboficial foi preso dentro do Palácio do Planalto, durante a invasão das sedes dos Três Poderes. Em seu celular, foram encontrados vídeos e fotos com discursos de cunho golpista. Em uma das gravações, Braga Caldas aparece pedindo “intervenção federal” e rejeitando a legitimidade da chapa Lula-Alckmin.

De acordo com informações do jornalismo da CBN, o militar afirmou, durante o processo, que viajou a Brasília por meio de uma excursão gratuita, sem saber quem havia financiado o transporte. Ele também alegou inocência, dizendo que buscava proteger um policial militar e se abrigar durante o tumulto.

Em março de 2024, foi condenado por crimes como abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, deterioração de patrimônio tombado e associação criminosa armada. A pena soma 14 anos de prisão, além de 100 dias-multa e o pagamento de R$ 30 milhões por danos morais coletivos.

Antes da condenação definitiva, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), já havia determinado a prisão preventiva, citando risco de fuga. A reportagem da CBN tentou contato com a defesa de Braga Caldas, mas até o momento não obteve retorno.

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Suboficial de Balneário Piçarras é condenado pelos atos de 8 de janeiro e expulso da Marinha

Por Juvan Neto 08/06/2025 10h16 - Atualizado em 08/06/2025 10h16

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O suboficial da reserva Marco Antônio Braga Caldas, de 51 anos, foi oficialmente expulso da Marinha do Brasil nesta última quarta-feira (4). A decisão foi tomada após a condenação do militar a 14 anos de prisão por envolvimento nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. Atualmente, ele está detido na Escola de Aprendizes de Marinheiros, em Florianópolis.

Braga Caldas atuava como mergulhador e deixou a ativa em 2021, após cerca de 30 anos de serviço nas Forças Armadas. Após a aposentadoria, passou a residir em Balneário Piçarras. A expulsão foi determinada por um Conselho de Disciplina da própria Marinha, que avaliou a permanência do militar como incompatível com os princípios de disciplina da corporação. Ele é o primeiro a ser excluído das forças armadas em decorrência das condenações relacionadas ao 8 de janeiro.

O ex-suboficial foi preso dentro do Palácio do Planalto, durante a invasão das sedes dos Três Poderes. Em seu celular, foram encontrados vídeos e fotos com discursos de cunho golpista. Em uma das gravações, Braga Caldas aparece pedindo “intervenção federal” e rejeitando a legitimidade da chapa Lula-Alckmin.

De acordo com informações do jornalismo da CBN, o militar afirmou, durante o processo, que viajou a Brasília por meio de uma excursão gratuita, sem saber quem havia financiado o transporte. Ele também alegou inocência, dizendo que buscava proteger um policial militar e se abrigar durante o tumulto.

Em março de 2024, foi condenado por crimes como abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, deterioração de patrimônio tombado e associação criminosa armada. A pena soma 14 anos de prisão, além de 100 dias-multa e o pagamento de R$ 30 milhões por danos morais coletivos.

Antes da condenação definitiva, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), já havia determinado a prisão preventiva, citando risco de fuga. A reportagem da CBN tentou contato com a defesa de Braga Caldas, mas até o momento não obteve retorno.

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