Um mistério que durou quase três anos foi esclarecido pela Polícia Científica de Santa Catarina. O corpo de Reginaldo Joenck, desaparecido desde setembro de 2023, foi identificado após exames de DNA que confirmaram a correspondência com os restos mortais encontrados em Barra Velha, no Litoral Norte catarinense.
A confirmação foi possível depois que os pais de Reginaldo forneceram amostras genéticas durante uma mobilização nacional para ajudar na identificação de pessoas desaparecidas. O procedimento foi realizado em 28 de agosto de 2026, em Joinville. A identificação foi oficializada em um laudo pericial emitido em 9 de outubro.
Corpo foi encontrado em Barra Velha em 2023
Reginaldo era natural de Joinville, mas foi visto pela última vez em Blumenau, em setembro de 2023. O desaparecimento foi registrado oficialmente em dezembro de 2024. Cerca de um mês após o último contato conhecido com o homem, em outubro de 2023, um corpo em avançado estado de decomposição foi encontrado em Barra Velha. Na época, as condições dos restos mortais impediram a identificação imediata.
A perícia conseguiu extrair o perfil genético do corpo e inseri-lo no Banco de Perfis Genéticos de Santa Catarina, onde ficou disponível para futuras comparações. No entanto, durante quase três anos, não houve correspondência porque faltavam amostras de referência de familiares.
A situação mudou em agosto deste ano, quando os pais de Reginaldo compareceram à Superintendência Regional da Polícia Científica, em Joinville, durante a Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas. Com a inclusão das amostras dos familiares no banco de dados, os peritos conseguiram estabelecer a correspondência genética com o material coletado do corpo encontrado em Barra Velha.

Mobilização ajuda a identificar pessoas desaparecidas
O caso reforça a importância da coleta de material genético de familiares de pessoas desaparecidas. Por meio da comparação entre os perfis de DNA, a Polícia Científica consegue identificar pessoas mesmo quando o estado dos corpos impede o reconhecimento por outros meios. Segundo a Polícia Científica de Santa Catarina, a participação das famílias é fundamental para ampliar as possibilidades de identificação. A coleta de DNA permite cruzar informações com os bancos genéticos e pode ajudar a esclarecer casos que permanecem sem resposta durante anos.
