Desde o último polêmico 8 de janeiro, quando os Três Poderes foram invadidos, a segurança do Supremo Tribunal Federal (STF) já perdeu a conta de quantas ameaças recebeu. Até o momento, mais de mil e-mails com intimidações foram catalogados, o que equivale a uma média de três mensagens diárias, todas com conteúdo criminoso.
Na última quinta-feira (14), após o atentado com explosivos na Praça dos Três Poderes, o STF recebeu nove e-mails exaltando o ataque. Um desses e-mails mencionava uma “luta” em curso contra o Supremo, afirmando que o conflito só se encerraria quando o STF fosse “eliminado”. Como resultado, os procedimentos de segurança para entrada no edifício foram intensificados.
Por precaução, já está em prática a verificação de visitantes no Cadastro Nacional de Mandados de Prisão — embora o autor do ataque não estivesse registrado. Agora, o STF busca ampliar a troca de informações com outros órgãos para identificar pessoas suspeitas.

Além das explosões em frente ao STF, houve outras detonações momentos antes em um carro no estacionamento do Anexo IV da Câmara dos Deputados. Segundo o delegado-geral de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, o veículo estava registrado no nome de Francisco. A Polícia Federal (PF) instaurou um inquérito para investigar ambas as explosões, classificadas como atos terroristas, de acordo com o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues.
O suspeito tinha residência fixa em Rio do Sul, em Santa Catarina, onde tentou se eleger vereador pelo PL em 2020. A PF informou que ele havia alugado uma casa em Ceilândia, cerca de 30 km do local das explosões, onde foram encontrados artefatos explosivos do mesmo tipo utilizado na Praça dos Três Poderes.
