Itajaí

Município debate ações estruturais para prevenção de enchentes

Entre as medidas em análise estão o desassoreamento do Rio Itajaí-Mirim e melhorias no sistema de controle hídrico

Brendha Souza
Repórter
Publicado em 12 de junho de 2026 às 17h28 Última atualização em 19 de junho de 2026 às 10h21

Representantes do Município de Itajaí, da Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil e do Banco Mundial se reuniram na tarde desta quinta-feira (18) para discutir estudos técnicos e futuras intervenções voltadas à redução dos impactos causados por enchentes e inundações no município e na região.

Durante o encontro, equipes técnicas apresentaram levantamentos que analisam diferentes cenários de cheias e os efeitos das inundações em Itajaí. O estudo considerou a influência de obras já realizadas ou projetadas, como a dragagem do Rio Itajaí-Mirim e a barragem de Botuverá, avaliando os reflexos dessas estruturas na redução dos níveis de alagamento.

O levantamento abrange toda a bacia hidrográfica do Rio Itajaí-Açu e deverá servir de base para o planejamento de futuras obras de infraestrutura relacionadas à prevenção de desastres naturais.

Entre as intervenções previstas estão o desassoreamento do canal retificado do Rio Itajaí-Mirim e a construção de comportas no canal antigo. Antes da reunião, ainda durante a manhã, representantes dos órgãos envolvidos realizaram visitas técnicas em pontos considerados estratégicos para o projeto, incluindo a região do Rio Itajaí-Mirim nas proximidades do Semasa e a área da ponte Sebastião Lucas Pereira, na avenida Nilo Simas.

Segundo as informações apresentadas, o projeto está em fase de tratativas junto ao Banco Mundial e prevê investimentos estimados em cerca de meio milhão. Além das ações de dragagem, a proposta contempla melhorias nas margens dos rios e a instalação de comportas para auxiliar no controle do fluxo de água em períodos de maior volume.

Atualmente, o município trabalha na estruturação técnica dos projetos e nos processos de licenciamento ambiental necessários para a execução das futuras intervenções. A proposta é que as obras sejam desenvolvidas de forma integrada, considerando os impactos em toda a região da bacia hidrográfica e buscando ampliar a capacidade de resposta diante de eventos climáticos extremos.

Por: Jeane Carla

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