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Lula enfrenta temas polêmicos em entrevista à Globo e cobra imprensa por cobertura da Lava Jato

Redação Marazul
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Redação
Publicado em 28 de agosto de 2026 às 09h13

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi entrevistado na noite desta quinta-feira, dia 27, pelo Jornal Nacional, da TV Globo, em uma sabatina que teve como principal foco, no primeiro momento, as investigações envolvendo pessoas próximas ao presidente.

Durante cerca de 40 minutos, Lula respondeu a perguntas dos jornalistas César Tralli e Renata Vasconcellos sobre as investigações contra seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, além das suspeitas envolvendo o ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, e o senador Jaques Wagner no caso Banco Master.

Lulinha e a investigação da Polícia Federal

Um dos momentos mais tensos foi quando Lula foi questionado sobre os três inquéritos da Polícia Federal que investigam seu filho por suspeitas relacionadas a corrupção e tráfico de influência.

O presidente classificou parte das acusações como “ilações tiradas de telefonemas”, mas afirmou que, caso Lulinha tenha cometido algum crime, deverá responder à Justiça.

“Não haverá da parte da Presidência da República um milímetro de movimento para proteger meu filho”, afirmou Lula durante a entrevista.

Lula também criticou supostos vazamentos de informações da Polícia Federal para a imprensa.

Outro ponto de tensão foi a relação entre Lulinha e a empresária Roberta Luchsinger, que é investigada pela PF. Lula afirmou: “Eu não conheço essa moça. Ela nunca esteve perto de mim”.

A declaração, entretanto, foi posteriormente contestada por uma checagem do UOL, que apontou registros publicados pela própria empresária mostrando fotos dela ao lado de Lula em 2022.

Lula critica cobertura da Lava Jato

Outro momento de forte repercussão aconteceu quando Lula voltou a falar sobre a Operação Lava Jato e sua prisão.

O presidente afirmou que poderia ter deixado o Brasil, mas decidiu permanecer no país para provar que o então juiz Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol estavam errados.

Lula também criticou a imprensa brasileira e afirmou que veículos de comunicação teriam “comprado” e “vendido” uma mentira durante a Lava Jato.

Nesse momento, Renata Vasconcellos interrompeu o presidente e afirmou que o jornalismo da Globo “cumpriu a sua obrigação de noticiar os fatos”.

Banco Master e Jaques Wagner

O presidente também foi questionado sobre o senador Jaques Wagner, do PT da Bahia, e sua relação com o ex-sócio do Banco Master, Augusto Ferreira Lima.

Lula defendeu o aliado e afirmou que, até o momento, não há prova de que Wagner tenha cometido irregularidades.

“Até agora não está provado que o Wagner tenha relação com Augusto”, afirmou.

Relatórios da Polícia Federal apontam, porém, que Wagner e Augusto Ferreira Lima mantiveram diversas conversas telefônicas durante o período investigado.

INSS também entrou na entrevista

As fraudes envolvendo descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas também foram abordadas.

Lula afirmou que os aposentados prejudicados foram ressarcidos e atribuiu a origem do esquema a 2019. O presidente também voltou a defender que o governo atual foi responsável por descobrir e desmontar a fraude.

Economia e dívida pública

Na segunda parte da entrevista, o foco mudou para economia, contas públicas, educação e segurança.

Uma das declarações que também gerou repercussão foi quando Lula afirmou que não está preocupado com a dívida pública. Segundo ele, o crescimento da economia ajudará a reduzir o peso da dívida em relação ao PIB.

“Não me preocupa a dívida pública”, declarou o presidente.

A entrevista aconteceu no momento em que Lula busca a reeleição e faz parte da série de sabatinas do Jornal Nacional com candidatos à Presidência. Nesta sexta-feira, dia 28, o entrevistado será Flávio Bolsonaro, principal adversário de Lula nas pesquisas e na disputa eleitoral.

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