Entidades e empresas do setor portuário querem uma agenda com representantes do Governo Federal, da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e da Companhia Docas do Estado da Bahia (Codeba). O objetivo é discutir medidas para garantir a navegação e a operação no Complexo Portuário de Itajaí-Navegantes.
As entidades encaminharam uma carta nesta segunda-feira (10). No documento, elas defendem a criação de um plano de ação para melhorar a previsibilidade das operações e preservar a competitividade do complexo.
Assinam a carta a Associação de Terminais Portuários Privados (ATP), a Associação Brasileira dos Terminais de Contêineres (Abratec), a Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP), a Centronave e a Federação Nacional das Operações Portuárias (Fenop).
Assoreamento afeta canal de acesso
O canal de acesso de Itajaí e Navegantes enfrenta problemas recorrentes de assoreamento. Com isso, a redução da profundidade pode limitar a navegação e afetar as operações de carga.
Além disso, as entidades citam restrições operacionais determinadas recentemente pela Autoridade Marítima. Segundo o setor, esse cenário reforça a necessidade de monitorar continuamente as condições do canal.
As associações também defendem a manutenção das profundidades previstas no projeto e maior transparência na divulgação das informações sobre a navegabilidade.
Operadores e armadores já alertaram para possíveis perdas de competitividade. O setor teme que as limitações favoreçam outros portos das regiões Sul e Sudeste.
Entidades defendem obras no complexo
Diante desse cenário, as entidades pedem medidas imediatas para recuperar a capacidade operacional do Complexo Portuário de Itajaí-Navegantes.
Além disso, o setor considera essencial dar continuidade ao processo de concessão do canal de acesso. A medida pode viabilizar investimentos estruturais para melhorar a navegação na região.
Entre as obras citadas estão o aprofundamento do canal e a ampliação da bacia de evolução. O setor também aponta a retirada do casco do navio Pallas e a construção do novo molhe de Navegantes como intervenções importantes.
Com a agenda, as entidades pretendem discutir ações de curto e longo prazo. A intenção é garantir maior previsibilidade para as operações e criar condições para novos investimentos no complexo portuário.
