ANIMAIS

Doença transmitida por gatos já soma 41 casos em Navegantes

Esporotricose tem tratamento e cura, mas exige diagnóstico precoce

Por: Redação Marazul
(atualizado em 10/06/2026 às 09h01)

A Prefeitura de Navegantes emitiu um alerta à população após o registro de casos de esporotricose no município. Entre janeiro e junho deste ano, a Secretaria de Proteção e Cuidado Animal contabilizou 37 casos da doença em animais, enquanto a Secretaria de Saúde confirmou quatro casos em humanos e recebeu outras 12 notificações. A esporotricose é uma infecção causada por fungos do gênero Sporothrix, que pode atingir tanto animais quanto pessoas. Embora outras espécies possam ser afetadas, os gatos são os principais envolvidos na transmissão para os seres humanos. Os felinos podem contrair o fungo por meio do contato com animais infectados ou ambientes contaminados, especialmente durante brigas. Já a transmissão para as pessoas ocorre principalmente por mordidas, arranhões ou contato com secreções e feridas de animais contaminados.

Nos gatos, os sintomas mais comuns incluem feridas que não cicatrizam, principalmente nas orelhas, focinho e patas, além de perda de peso e apatia. Em humanos, a doença costuma provocar lesões na pele em formato de nódulos ou feridas, geralmente nas mãos, dedos e braços. Sem tratamento, a infecção pode se espalhar pelo organismo por meio dos vasos linfáticos, dependendo das condições imunológicas do paciente e da profundidade das lesões. O secretário de Proteção e Cuidado Animal, Fabiano Straube, orienta que animais com suspeita da doença sejam encaminhados para avaliação veterinária, que inclui a coleta de material para exames. “O abandono ou sacrifício dos animais não é a saída. Com acompanhamento adequado e tratamento correto, eles podem se recuperar e ter qualidade de vida”, destaca.

O diagnóstico em humanos é realizado por meio de avaliação clínica e exames laboratoriais específicos capazes de identificar a presença do fungo. A recomendação é procurar atendimento médico assim que surgirem sinais suspeitos. Segundo a secretária de Saúde, Sandra Kasai, o município disponibiliza medicamentos para o tratamento inicial dos casos suspeitos. “Para confirmação diagnóstica e acompanhamento especializado, os pacientes são encaminhados ao serviço de referência em dermatologia da Univali, que realiza todo o processo de confirmação e seguimento do caso”, explica. Atualmente, não existe vacina contra a esporotricose. O tratamento é feito com medicamentos antifúngicos prescritos por profissionais da saúde ou médicos-veterinários e pode durar vários meses, chegando a até um ano, dependendo da gravidade da infecção e da resposta ao tratamento.

Para reduzir o risco de contágio, as autoridades orientam evitar o contato direto com feridas de animais suspeitos, utilizar luvas ao manusear animais em tratamento, evitar contato com animais desconhecidos, não abandonar animais doentes e procurar atendimento veterinário ao identificar feridas que não cicatrizam em gatos. As secretarias de Saúde e de Proteção e Cuidado Animal informam que o monitoramento da doença segue sendo realizado no município. Informações e orientações podem ser obtidas pelos telefones (47) 3342-9500 e (47) 3185-2350, de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h.

Por: Jeane Carla

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