Um casal acusado de matar um homem por estrangulamento e jogar o corpo no rio Itajaí-Mirim está mais uma vez preso preventivamente. A decisão liminar em segundo grau atende a um pedido do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). Eles foram soltos por decisão do Juiz da 1ª Vara Criminal de Itajaí depois que o magistrado cancelou a sessão do Tribunal do Júri marcada para esta quarta-feira (5/7).
O Juiz da comarca declinou da competência para que os réus fossem julgados na Comarca de Braço do Norte por entender que o homicídio teria ocorrido em São Ludgero, que pertence àquela comarca. A 1ª Promotoria de Justiça de Itajaí recorreu, pedindo que os réus fossem julgados em Itajaí, já que toda a investigação e os boletins de ocorrência foram feitos no município. Este último pedido está sob análise da Justiça.
A prisão preventiva deles foi reestabelecida pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) até o julgamento do mérito. Os réus foram denunciados pelo MPSC por homicídio triplamente qualificado, mediante emboscada, asfixia e motivo torpe, com o agravante de ocultação de cadáver.
O crime teria ocorrido em novembro de 2021. Segundo a apuração, enquanto o acusado dava uma gravata na vítima, a companheira dele prestava apoio moral, incentivando-o a cometer o crime. O homem foi morto por estrangulamento. As investigações indicam que, após o homicídio, o casal resolveu ocultar o cadáver, lançando-o no rio Itajaí-Mirim, em Itajaí.
