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“Botão do Pânico” não funciona em 27 escolas de Joinville, aponta pesquisa

Juvan Neto
Repórter
Publicado em 5 de setembro de 2023 às 23h02

Um total de 27 das 164 unidades escolares de Joinville apresentou problemas no funcionamento do “botão do pânico”, dispositivo instalado para chamadas em casos de emergência e invasões nas unidades de ensino. O dado foi revelado nesta terça-feira (5), na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, pelo pelo coordenador da Comissão Especial de Segurança nas Escolas, vereador Wilian Tonezi (Patriota).

Wilian apresentou à Comissão de Segurança Pública da AL o relatório final do trabalho de pesquisa provocado a partir do episódio trágico de Blumenau, quando um homem de 25 anos invadiu uma creche e matou quatro crianças em 5 de abril em Blumenau, no Vale do Itajaí.

Tonezi, convidado pelo deputado Sargento Lima (PL), trouxe a experiência do Legislativo municipal de Joinville. No casos específicos avaliados, para Wilian, o dispositivo de segurança não é eficiente. “Destas 164 escolas implantadas em Joinville, em 27 unidades escolares o botão não funciona. A melhor medida é o rádio comunicador. Funciona em qualquer local e é eficaz”.

O vereador informou a Comissão Especial de Segurança nas Escolas formada na Câmara de Vereadores de Joinville foi instalada a partir de 2 de maio, para que em 45 dias produzisse um documento que retratasse fielmente a realidade das unidades escolares da maior cidade catarinense.

Radiografia
Durante 45 dias, o vereador visitou todas as escolas do município e esse trabalho foi documentado e entregue para a Prefeitura local. “Em cima deste relatório, podemos constatar quais as medidas realmente são eficazes para a segurança escolar”, disse ele, que pleiteia o apoio do Parlamento.

Além de ouvir a comunidade nas audiências públicas, o vereador percebeu a necessidade de ir a campo para conversar com todas as pessoas que integram a comunidade escolar. “Desde a servente, a diretora, os pais, os alunos, enfim, ouvimos a comunidade escolar”, disse Tonezi. Ele pontua ainda que o relatório final apresenta medidas de curto, médio e longo prazo. “O que acontece nas escolas em Joinville se repete nas demais unidades em todo o Estado”, afirmou.

📸 Alexandre Viebrantz

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