Um total de 27 das 164 unidades escolares de Joinville apresentou problemas no funcionamento do “botão do pânico”, dispositivo instalado para chamadas em casos de emergência e invasões nas unidades de ensino. O dado foi revelado nesta terça-feira (5), na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, pelo pelo coordenador da Comissão Especial de Segurança nas Escolas, vereador Wilian Tonezi (Patriota).
Wilian apresentou à Comissão de Segurança Pública da AL o relatório final do trabalho de pesquisa provocado a partir do episódio trágico de Blumenau, quando um homem de 25 anos invadiu uma creche e matou quatro crianças em 5 de abril em Blumenau, no Vale do Itajaí.
Tonezi, convidado pelo deputado Sargento Lima (PL), trouxe a experiência do Legislativo municipal de Joinville. No casos específicos avaliados, para Wilian, o dispositivo de segurança não é eficiente. “Destas 164 escolas implantadas em Joinville, em 27 unidades escolares o botão não funciona. A melhor medida é o rádio comunicador. Funciona em qualquer local e é eficaz”.
O vereador informou a Comissão Especial de Segurança nas Escolas formada na Câmara de Vereadores de Joinville foi instalada a partir de 2 de maio, para que em 45 dias produzisse um documento que retratasse fielmente a realidade das unidades escolares da maior cidade catarinense.
Radiografia
Durante 45 dias, o vereador visitou todas as escolas do município e esse trabalho foi documentado e entregue para a Prefeitura local. “Em cima deste relatório, podemos constatar quais as medidas realmente são eficazes para a segurança escolar”, disse ele, que pleiteia o apoio do Parlamento.
Além de ouvir a comunidade nas audiências públicas, o vereador percebeu a necessidade de ir a campo para conversar com todas as pessoas que integram a comunidade escolar. “Desde a servente, a diretora, os pais, os alunos, enfim, ouvimos a comunidade escolar”, disse Tonezi. Ele pontua ainda que o relatório final apresenta medidas de curto, médio e longo prazo. “O que acontece nas escolas em Joinville se repete nas demais unidades em todo o Estado”, afirmou.
Alexandre Viebrantz
