
Enquanto o projeto Universidade Gratuita atraía as atenções na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) na noite de terça-feira (11), os deputados estaduais não levaram nem um minuto para ler, discutir e aprovar em plenário o projeto que cria novos cargos comissionados e aumenta os próprios salários em até 50%. A proposta foi à votação uma hora após acelerada tramitação nas comissões de Finanças e de Justiça, que tiveram reuniões convocadas às pressas na terça-feira.
Na leitura do projeto, de autoria da Mesa Diretora, o presidente da Alesc, Mauro de Nadal (MDB), não entrou em detalhes e apenas citou o título. Ninguém se manifestou após o pedido de discussão e a votação foi aberta, com o projeto sendo aprovado pela maioria. Os deputados Jessé Lopes (PL), Sargento Lima (PL), Matheus Cadorin (Novo) e Luciane Carminatti (PT) foram contrários.
O projeto permite criar até 68 cargos comissionados para atender estruturas como a Corregedoria Parlamentar, a Escola do Legislativo e as secretarias da Mulher, da Família e das Bancadas Regionais. As mudanças também preveem “verba indenizatória” para deputados que exercem função administrativa junto com a atividade legislativa, “em razão do desempenho de atribuições típicas de gestão executiva”.
Segundo esclarecimento da Alesc, apesar da “célere tramitação”, a proposta estava sendo construída há mais de 10 anos visando adequar a estrutura do Legislativo. “Nenhum dos cargos criados atende gabinetes parlamentares; e, importante dizer, que do total de cargos criados, 35% destes são de ocupação exclusiva por servidores efetivos do parlamento, não sendo ocupados por comissionados”, explicou a Assembleia. (Informações do DIARINHO).
Fotos: Vicente Schmitt e Divulgação / Ilustrativas.
