Balneário Piçarras

Morador de Balneário Piçarras é preso por engano

Valdecir agora está abalado emocionalmente e confessou até mesmo receio de sair às ruas

Man in prison hands of behind hold Steel cage jail bars. offender criminal locked in jail.
Redação Marazul
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Redação
Publicado em 11 de maio de 2023 às 08h43

Um morador de Balneário Piçarras passou por momentos difíceis no início desta semana, ao ser confundido com um criminoso e acabar preso por um crime que não cometeu. Valdecir da Silva, o Baixinho, 50 anos, é homônimo, ou seja, tem o mesmo nome de um sentenciado, e acabou indo para o presídio do bairro Canhanduba, em Itajaí, no lugar do real autor do crime.

Segundo o advogado Nabor Pires, que conseguiu garantir o direito de Valdecir e reverter a decisão que resultou na prisão, Baixinho teve de comprovar que não era o verdadeiro criminoso.

As informações também dão conta de que atualmente, o criminoso verdadeiro residiria em Itajaí – é o que aponta no mandado de prisão expedido em 28 de abril último.

De acordo com advogado de defesa de Valdecir, houve erro já nesse mandado de prisão, que incluiu não apenas o nome de Baixinho, mas também a identificação de sua mãe e seu CPF. Os demais dados não batiam. Nabor ressaltou ao jornalismo da Rede Marazul que Valdecir agora está abalado emocionalmente e confessou até mesmo receio de sair às ruas.

Em nota enviada pela Polícia Militar de Santa Catarina ao jornalista Felipe Bieging, do Jornal do Comércio, admitiu que o mandado de prisão estava errado; porém, defendeu a atuação dos policiais, “pautada na legalidade e respaldada pelas informações contidas no mandado”.

A PM frisou entender que a hipótese da prisão de Baixinho ter ocorrida por serem homônimos está descartada, pois o CPF e dados da mãe conferem com os do abordado. “O engano ocorreu no documento, e não na conduta dos policiais”, aponta a polícia.

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