Após o incêndio

Governo informa que não há mais vítimas internadas em Florianópolis; detentos foram realocados

Todos os 43 detentos e os seis policiais penais atingidos pela fumaça durante o incêndio do complexo penitenciário de Florianópolis nesta última quarta-feira (15), já foram atendidos pelo sistema de saúde da capital, e já receberam alta hospitalar. No caso dos presos, eles foram realocados em outros setores da unidade penal. Outros três apenados – […]

Por: guilherme
(atualizado em 16/02/2023 às 19h32)

Todos os 43 detentos e os seis policiais penais atingidos pela fumaça durante o incêndio do complexo penitenciário de Florianópolis nesta última quarta-feira (15), já foram atendidos pelo sistema de saúde da capital, e já receberam alta hospitalar. No caso dos presos, eles foram realocados em outros setores da unidade penal. Outros três apenados – um catarinense, um baiano e um cearense – morreram no local.

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“Esse episódio mostrou a importância da ação conjunta das forças de segurança do Estado, da Saúde e de todos os envolvidos. A unidade estava segura, não havia superlotação, agimos rápido e continuaremos assim para descobrir o que causou o incêndio”, disse o governador Jorginho Mello (PL).

Sobre a causa, a Polícia Científica de Santa Catarina realizou as perícias no local para averiguar o motivo das mortes e a origem do incêndio. Atuaram no pronto atendimento oito Policiais Científicos para coleta, análise e preservação dos vestígios inerentes ao fato, que subsidiarão, após a emissão dos laudos periciais, o processo investigatório pelas demais forças de segurança e judiciário. “Este laudo deve ser concluído em até uma semana”, informou a perita-geral da Polícia Científica, Andressa Fronza.

O Corpo de Bombeiros Militares também está mobilizado na descoberta da origem do fogo. Logo após a desmobilização das guarnições de socorristas, começou o trabalho de investigação do incêndio por peritos do CBMSC. A coleta de provas e a coleta do relato de testemunhas foram feitas durante a tarde do mesmo dia 15. De posse dos elementos probatórios, está sendo elaborado o laudo pericial, que deverá ser finalizado também nos próximos dias.

Na visão do secretário de Administração Prisional, Edenilson Schelbauer, “o incêndio foi um fato isolado, prontamente atendido pelas equipes de gerenciamento de crises em plantão, e foi contido tão logo se deflagrou”. Ele aponta ainda que policiais penais e agentes de segurança socioeducativos têm treinamento constante de prevenção e combate a incêndio, o que foi determinante para a mitigação dos efeitos do fogo.

O secretário informa ainda que a SAP trabalha desde o início da nova gestão no documento “Diagnóstico Geral de Integridade do Sistema Prisional e Socioeducativo do Estado”, inclusive com visitas técnicas pelo Estado. O objetivo é fazer um panorama geral do sistema para solucionar as vulnerabilidades. No material oficial enviado pelo Estado, o governo não aponta como está agindo em relação aos direitos dos familiares dos três presos mortos.

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