O Ministério Público apresentou denúncia contra o jovem acusado de agredir o próprio tio, Edival Alfredo Rodrigues, de 68 anos, que morreu após permanecer 28 dias internado em decorrência dos ferimentos. A agressão aconteceu no dia 11 de janeiro de 2026, no bairro São Cristóvão, em Barra Velha.
Conforme as informações divulgadas sobre o caso, o desentendimento teria começado por causa de um cachorro. Durante a discussão, o jovem, que é sobrinho da vítima e atuava como guarda-vidas civil, teria atingido o idoso na cabeça com um pedaço de madeira. Edival sofreu ferimentos graves e precisou ser encaminhado para atendimento hospitalar. Ele permaneceu internado por 28 dias, mas não resistiu às complicações e morreu no dia 7 de fevereiro, em Joinville.
Depois de meses, o Ministério Público apresentou a denúncia contra o acusado, mas o que chama atenção foi a tipificação do crime. Ele não foi denunciado por homicídio, mas por lesão corporal seguida de morte. A diferença está na interpretação sobre a intenção do agressor. Na denúncia por lesão corporal seguida de morte, o entendimento da acusação é de que houve intenção de provocar uma lesão, mas não de matar a vítima, nem de assumir o risco de causar sua morte.
A tipificação do crime tem consequências importantes. A lesão corporal seguida de morte prevê pena de quatro a 12 anos de reclusão e, em regra, é julgada por um juiz singular, fora do Tribunal do Júri. No homicídio doloso, o julgamento é de competência do Tribunal do Júri.
Caso provocou questionamentos da família
A ocorrência também gerou questionamentos dos familiares sobre a condução inicial do caso. Na primeira intervenção, a Polícia Militar registrou a situação como injúria e lesão corporal leve. Na ocasião, os policiais informaram que não conseguiram ouvir a versão do idoso porque ele já estava recebendo atendimento médico e se encontrava inconsciente.
A família contestou o registro inicial diante da gravidade dos ferimentos. Posteriormente, a Polícia Civil instaurou investigação e passou a apurar o caso como tentativa de homicídio, enquanto Edival ainda estava internado. O acusado atuava como guarda-vidas civil e foi afastado das funções pelo Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina após a ocorrência. A agressão teria acontecido fora do horário de serviço.

