A empresa que arrematou a Ponte Pênsil de Barra Velha por R$ 25 mil ainda não recebeu a estrutura. O antigo cartão-postal do município foi colocado em leilão pela Prefeitura como sucata, mas, mesmo após o pagamento do lote, a ponte continua no local e o comprador aguarda uma definição para conseguir retirar o material.
O lote foi arrematado pela Salvados Pereira, empresa de Biguaçu, de propriedade de Claudio da Silva Pereira. O valor inicial estabelecido no leilão era de R$ 30 mil, mas o empresário venceu a disputa com um lance de R$ 25 mil. Segundo ele, o pagamento foi realizado logo após o encerramento do processo.
O problema, afirma Claudio, é que a estrutura ainda não foi desmontada e, portanto, não foi entregue à empresa.
Segundo o empresário, a Prefeitura de Barra Velha estaria tentando repassar à empresa a responsabilidade pela desmontagem da ponte, para que o processo de retirada seja agilizado. Claudio afirma que não concorda com a situação e avalia acionar o setor jurídico.
“Eu paguei pelo lote e até agora não recebi a estrutura”, afirma o empresário.
O impasse agora envolve justamente a responsabilidade pela desmontagem e retirada da ponte. A empresa sustenta que fez o pagamento conforme estabelecido no leilão e espera que o município cumpra sua parte para que o material possa ser retirado.
A Ponte Pênsil foi incluída no leilão como sucata, após a decisão pela retirada da antiga estrutura que apresenta estado precário e está interditada há mais de dois anos. Construída no início dos anos 2000 ela foi um dos principais cartões-postais de Barra Velha e um ponto de referência para moradores e turistas.
A reportagem procurou a Prefeitura de Barra Velha para esclarecer o motivo pelo qual a estrutura ainda não foi entregue ao comprador, quais são as responsabilidades previstas no edital e se a administração pretende que a própria empresa faça a desmontagem. O espaço permanece aberto para manifestação do município.

