A Polícia Civil de Santa Catarina avançou nas investigações sobre o caso de maus-tratos que resultou na morte do cão comunitário Orelha, ocorrida na Praia Brava, em Florianópolis. Na segunda-feira (26), foram cumpridos mandados de busca e apreensão em residências de adolescentes suspeitos de envolvimento no crime e também de adultos investigados por coação de testemunhas.
A ação foi realizada de forma conjunta pela Delegacia de Proteção Animal (DPA) e pela Delegacia de Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei (DEACLE). Durante o cumprimento das ordens judiciais, celulares e outros dispositivos eletrônicos foram apreendidos e passarão por perícia. O objetivo é reforçar o conjunto de provas já reunido ao longo da investigação.


De acordo com a Polícia Civil, o procedimento envolvendo os adolescentes segue agora sob responsabilidade da DEACLE, após o cumprimento das medidas cautelares previstas em lei. Já o inquérito conduzido pela Delegacia de Proteção Animal, que apura o crime de coação no curso do processo por parte de familiares dos investigados, foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário.
Em coletiva realizada nesta terça-feira (27), a corporação informou que familiares dos adolescentes foram indiciados pelo crime de coação de testemunhas. A Polícia Civil destacou que essa conduta pode comprometer a apuração dos fatos e é considerada crime previsto no Código Penal.
As autoridades reforçaram ainda que é proibida a divulgação de imagens, nomes ou qualquer forma de identificação dos adolescentes envolvidos no caso, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente. A responsabilização dos envolvidos ocorrerá na esfera judicial, de acordo com as medidas legais cabíveis.
O caso segue sob acompanhamento das autoridades e novas informações devem ser divulgadas conforme o andamento dos procedimentos judiciais.

