Penha vive um avanço importante na área de saneamento básico com a ampliação da rede de esgotamento sanitário nos bairros Gravatá e São Miguel. Apesar da estrutura já estar disponível em parte da cidade, a concessionária Águas de Penha alerta que a participação da população é essencial para garantir os benefícios ambientais, econômicos e de saúde pública.
No bairro São Miguel, a rede coletora já está disponível há quase dois anos, mas ainda há um número reduzido de imóveis conectados ao sistema. Segundo o diretor-executivo da Águas de Penha, Gabriel Fasola, a adesão dos moradores é fundamental para evitar que o esgoto continue sendo despejado irregularmente na drenagem pluvial e, consequentemente, nas praias.
“Quando realizamos as obras, a rede e os ramais de ligação já ficam preparados para receber as conexões das residências. O morador precisa procurar a concessionária para solicitar a interligação”, explica.
Ligações irregulares ainda causam impactos
A preocupação é ainda maior em regiões turísticas, como a Prainha de São Miguel, conhecida pela atividade pesqueira e pela movimentação de visitantes. De acordo com Fasola, o descarte irregular do esgoto impacta diretamente a qualidade da água e pode prejudicar a balneabilidade da praia.
Outro problema recorrente apontado pela concessionária é a ligação incorreta da água da chuva na rede de esgoto. O sistema foi projetado apenas para receber efluentes domésticos. Quando há excesso de água pluvial, podem ocorrer sobrecargas, extravasamentos e danos à estrutura.
Além disso, a empresa também alerta sobre o descarte inadequado de resíduos nas tubulações, como gordura, tintas e restos de pescado, situação considerada comum em comunidades ligadas à pesca. Esses materiais podem causar entupimentos e comprometer o funcionamento da rede.
Benefícios vão além da infraestrutura
Para a Águas de Penha, o avanço do saneamento básico representa ganhos que vão além da infraestrutura. Entre os benefícios estão a preservação ambiental, a redução de doenças, a valorização dos imóveis e o fortalecimento do turismo local.
“A partir do momento em que o bairro passa a contar com uma rede coletora funcionando corretamente, os rios começam a se recuperar e as praias tendem a ter melhor qualidade. Isso gera impactos positivos para toda a comunidade”, destaca Gabriel Fasola.
