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Símbolos de filas e ligações rápidas, orelhões se despedem do país

Telefones públicos serão mantidos apenas onde não há sinal de celular
Publicado em 20/01/2026 13h31 | Atualizado há 5 dias

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Ainda presentes em alguns pontos do país, os orelhões — que por muitos anos concentraram filas de pessoas aguardando a vez para fazer uma ligação — começam a desaparecer definitivamente das ruas brasileiras. A partir de janeiro de 2026, os tradicionais telefones públicos entram em processo de retirada em todo o território nacional, marcando o fim de um serviço que já foi essencial para a comunicação no Brasil.

A decisão foi confirmada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que informa que cerca de 38 mil aparelhos ainda permanecem instalados entre equipamentos ativos e em manutenção. A mudança ocorre após o encerramento, em 2025, das concessões de telefonia fixa das empresas responsáveis pelo serviço: Algar, Claro, Oi, Sercomtel e Telefônica. Com o fim dos contratos, as operadoras deixam de ter obrigação legal de manter os telefones públicos.

A remoção não acontecerá de forma imediata em todos os municípios. Inicialmente, a Anatel determinou a retirada em massa de carcaças e aparelhos desativados. Os orelhões seguirão em funcionamento apenas em cidades onde não há cobertura de telefonia móvel, e mesmo assim de forma temporária, com prazo máximo até 2028.

Durante décadas, os equipamentos foram indispensáveis para quem precisava se comunicar fora de casa. Em muitos locais, era comum enfrentar filas para realizar chamadas rápidas, avisar atrasos, pedir ajuda ou falar com familiares. Com o avanço da tecnologia e a popularização dos celulares, o uso dos orelhões caiu drasticamente, tornando os aparelhos praticamente obsoletos.

O processo de desativação já vinha ocorrendo de forma gradual. Dados da Anatel mostram que, em 2020, o Brasil contava com cerca de 202 mil telefones públicos. Atualmente, pouco mais de 33 mil estão ativos e aproximadamente 4 mil seguem em manutenção.

Como contrapartida ao fim do serviço, a Anatel determinou que os recursos antes destinados à manutenção dos orelhões sejam redirecionados para investimentos em redes de banda larga e telefonia móvel, tecnologias que hoje concentram a maior parte da demanda por comunicação no país.

Com a retirada dos aparelhos, encerra-se um capítulo marcante da história urbana e tecnológica brasileira. Os orelhões deixam as ruas, mas permanecem na memória coletiva como símbolos de uma época em que a comunicação exigia paciência, espera e encontros improvisados nas calçadas.

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Símbolos de filas e ligações rápidas, orelhões se despedem do país

Telefones públicos serão mantidos apenas onde não há sinal de celular
Por Jeane Carla 20/01/2026 13h31 - Atualizado em 20/01/2026 13h31

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Ainda presentes em alguns pontos do país, os orelhões — que por muitos anos concentraram filas de pessoas aguardando a vez para fazer uma ligação — começam a desaparecer definitivamente das ruas brasileiras. A partir de janeiro de 2026, os tradicionais telefones públicos entram em processo de retirada em todo o território nacional, marcando o fim de um serviço que já foi essencial para a comunicação no Brasil.

A decisão foi confirmada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que informa que cerca de 38 mil aparelhos ainda permanecem instalados entre equipamentos ativos e em manutenção. A mudança ocorre após o encerramento, em 2025, das concessões de telefonia fixa das empresas responsáveis pelo serviço: Algar, Claro, Oi, Sercomtel e Telefônica. Com o fim dos contratos, as operadoras deixam de ter obrigação legal de manter os telefones públicos.

A remoção não acontecerá de forma imediata em todos os municípios. Inicialmente, a Anatel determinou a retirada em massa de carcaças e aparelhos desativados. Os orelhões seguirão em funcionamento apenas em cidades onde não há cobertura de telefonia móvel, e mesmo assim de forma temporária, com prazo máximo até 2028.

Durante décadas, os equipamentos foram indispensáveis para quem precisava se comunicar fora de casa. Em muitos locais, era comum enfrentar filas para realizar chamadas rápidas, avisar atrasos, pedir ajuda ou falar com familiares. Com o avanço da tecnologia e a popularização dos celulares, o uso dos orelhões caiu drasticamente, tornando os aparelhos praticamente obsoletos.

O processo de desativação já vinha ocorrendo de forma gradual. Dados da Anatel mostram que, em 2020, o Brasil contava com cerca de 202 mil telefones públicos. Atualmente, pouco mais de 33 mil estão ativos e aproximadamente 4 mil seguem em manutenção.

Como contrapartida ao fim do serviço, a Anatel determinou que os recursos antes destinados à manutenção dos orelhões sejam redirecionados para investimentos em redes de banda larga e telefonia móvel, tecnologias que hoje concentram a maior parte da demanda por comunicação no país.

Com a retirada dos aparelhos, encerra-se um capítulo marcante da história urbana e tecnológica brasileira. Os orelhões deixam as ruas, mas permanecem na memória coletiva como símbolos de uma época em que a comunicação exigia paciência, espera e encontros improvisados nas calçadas.

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