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Feriados prolongados podem reduzir vendas em até 30% em áreas comerciais

Segundo dados do estudo, consumo não desaparece, apenas muda de lugar
Publicado em 07/01/2026 14h59 | Atualizado há 3 dias

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O ano de 2026 deve impor um cenário atípico ao setor de alimentação fora do lar no Brasil. A combinação de nove feriados prolongados, a realização da Copa do Mundo e o impacto do período eleitoral tende a modificar o fluxo de consumidores, criar oscilações bruscas de demanda e exigir planejamento rigoroso por parte de bares e restaurantes.

Segundo análise baseada em levantamento conduzido pelo empresário e pesquisador do setor Rodrigo Silva, a principal mudança esperada é a migração do consumo, e não a sua redução. “O erro mais comum é operar igual em dia diferente. Compra igual, escala igual, cardápio igual. Esse comportamento ignora totalmente a mudança no padrão do consumidor”, afirma.

Feriados prolongados devem redistribuir o consumo

De acordo com os dados analisados na pesquisa, os feriados prolongados de 2026 podem provocar queda de até 30% no faturamento de bares e restaurantes localizados em regiões comerciais e bairros corporativos, especialmente em cidades médias e grandes.

Por outro lado, estabelecimentos situados em destinos turísticos ou próximos a áreas de lazer podem registrar crescimento entre 20% e 40% nas vendas, impulsionados pelo deslocamento de consumidores durante os feriadões.

“O consumo não desaparece. Ele muda de lugar. O bairro esfria, a estrada e os destinos turísticos aquecem”, explica Rodrigo Silva.

Rodrigo Silva, empresário

Copa do Mundo deve gerar picos de consumo

A Copa do Mundo, prevista para ocorrer entre junho e julho, aparece na pesquisa como um dos principais fatores de estímulo ao consumo em 2026. Dados de intenção de gasto apontam que 71% dos brasileiros pretendem gastar mais durante o torneio, especialmente com alimentação fora de casa.

Os números indicam que:

  • 76% dos consumidores afirmam que devem frequentar mais bares e restaurantes
  • 72% pretendem aumentar o consumo de snacks e petiscos
  • 60% planejam gastar mais com carnes e bebidas não alcoólicas
  • 54% indicam aumento no consumo de bebidas alcoólicas

Segundo a análise, jogos em horários favoráveis tendem a ampliar o happy hour e o tempo de permanência dos clientes nos estabelecimentos.

Eleições devem gerar cautela no segundo semestre

Em contraste com a euforia da Copa, o período eleitoral deve provocar um comportamento mais conservador por parte dos consumidores. A pesquisa aponta que, historicamente, eleições aumentam a percepção de incerteza econômica, levando famílias a adiar gastos considerados supérfluos.

“O impacto não é imediato, mas progressivo. O consumidor passa a priorizar o essencial e buscar mais custo-benefício”, afirma o empresário. Restaurantes com ticket médio elevado tendem a sentir mais esse efeito, segundo a análise.

Planejamento será decisivo para atravessar 2026

Diante desse cenário, a pesquisa conclui que 2026 exigirá uma gestão mais flexível, com ajustes frequentes em compras, escala de funcionários e cardápio. Operar o ano como se fosse convencional pode resultar em dificuldades financeiras ao longo do período.

“Em 2026, nove feriados, Copa do Mundo e eleições, em sequência, configuram um cenário atípico. Quem não assumir o controle estratégico do calendário corre o risco de ser controlado por ele”, resume Rodrigo.

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Brasil

Segundo dados do estudo, consumo não desaparece, apenas muda de lugar

Por Jeane Carla

Publicado em 07/01/2026 14h59 | Atualizado há 3 dias

O ano de 2026 deve impor um cenário atípico ao setor de alimentação fora do lar no Brasil. A combinação de nove feriados prolongados, a realização da Copa do Mundo e o impacto do período eleitoral tende a modificar o fluxo de consumidores, criar oscilações bruscas de demanda e exigir planejamento rigoroso por parte de bares e restaurantes.

Segundo análise baseada em levantamento conduzido pelo empresário e pesquisador do setor Rodrigo Silva, a principal mudança esperada é a migração do consumo, e não a sua redução. “O erro mais comum é operar igual em dia diferente. Compra igual, escala igual, cardápio igual. Esse comportamento ignora totalmente a mudança no padrão do consumidor”, afirma.

Feriados prolongados devem redistribuir o consumo

De acordo com os dados analisados na pesquisa, os feriados prolongados de 2026 podem provocar queda de até 30% no faturamento de bares e restaurantes localizados em regiões comerciais e bairros corporativos, especialmente em cidades médias e grandes.

Por outro lado, estabelecimentos situados em destinos turísticos ou próximos a áreas de lazer podem registrar crescimento entre 20% e 40% nas vendas, impulsionados pelo deslocamento de consumidores durante os feriadões.

“O consumo não desaparece. Ele muda de lugar. O bairro esfria, a estrada e os destinos turísticos aquecem”, explica Rodrigo Silva.

Rodrigo Silva, empresário

Copa do Mundo deve gerar picos de consumo

A Copa do Mundo, prevista para ocorrer entre junho e julho, aparece na pesquisa como um dos principais fatores de estímulo ao consumo em 2026. Dados de intenção de gasto apontam que 71% dos brasileiros pretendem gastar mais durante o torneio, especialmente com alimentação fora de casa.

Os números indicam que:

  • 76% dos consumidores afirmam que devem frequentar mais bares e restaurantes
  • 72% pretendem aumentar o consumo de snacks e petiscos
  • 60% planejam gastar mais com carnes e bebidas não alcoólicas
  • 54% indicam aumento no consumo de bebidas alcoólicas

Segundo a análise, jogos em horários favoráveis tendem a ampliar o happy hour e o tempo de permanência dos clientes nos estabelecimentos.

Eleições devem gerar cautela no segundo semestre

Em contraste com a euforia da Copa, o período eleitoral deve provocar um comportamento mais conservador por parte dos consumidores. A pesquisa aponta que, historicamente, eleições aumentam a percepção de incerteza econômica, levando famílias a adiar gastos considerados supérfluos.

“O impacto não é imediato, mas progressivo. O consumidor passa a priorizar o essencial e buscar mais custo-benefício”, afirma o empresário. Restaurantes com ticket médio elevado tendem a sentir mais esse efeito, segundo a análise.

Planejamento será decisivo para atravessar 2026

Diante desse cenário, a pesquisa conclui que 2026 exigirá uma gestão mais flexível, com ajustes frequentes em compras, escala de funcionários e cardápio. Operar o ano como se fosse convencional pode resultar em dificuldades financeiras ao longo do período.

“Em 2026, nove feriados, Copa do Mundo e eleições, em sequência, configuram um cenário atípico. Quem não assumir o controle estratégico do calendário corre o risco de ser controlado por ele”, resume Rodrigo.

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