Um cachorro da raça dogue alemão morreu eletrocutado na manhã desta segunda-feira (5), no bairro Vila Real, em Balneário Camboriú, após entrar em contato com o fio de uma cerca elétrica pertencente a uma creche particular localizada ao lado da residência onde o animal vivia. O caso gerou comoção e levantou questionamentos sobre a segurança da instalação e os riscos à população, especialmente a crianças.
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De acordo com o relato do dono do cão, o engenheiro Ricardo May, a cerca elétrica da instituição teria caído para dentro do quintal de sua casa. O animal, chamado Lorenzo e com cerca de 90 quilos, mordeu o fio energizado e morreu em poucos minutos. Ricardo contou que ouviu os gritos do cachorro e, ao se aproximar, pensou inicialmente que ele estivesse convulsionando. Ao tentar socorrê-lo, levou um choque e percebeu que o fio estava dentro da boca do animal. A descarga elétrica impediu qualquer tentativa de salvamento.
A noiva de Ricardo, Raquel, afirmou que o problema com a cerca não era recente e que moradores já haviam pedido, em outras ocasiões, que o equipamento fosse desligado. Segundo ela, no momento do acidente havia professoras no pátio da creche. Enquanto Ricardo tentava retirar o fio da boca do cão, Raquel foi até a escola para desligar o disjuntor. Em seguida, tentou reanimar o animal, mas não conseguiu.
Ainda conforme o relato, após o ocorrido, o casal procurou a creche para obter informações, mas teria encontrado resistência. Eles afirmam que não receberam a identificação do responsável pela instituição e que houve a retirada do fio e de parte da cerca logo após o acidente, o que, na avaliação deles, dificulta a apuração dos fatos.
O caso foi registrado em boletim de ocorrência e o corpo do animal deverá passar por autópsia. A família pede que o poder público faça uma fiscalização no local para verificar se a cerca elétrica estava dentro das normas de segurança e se há outros riscos semelhantes na área.
Além da morte do animal, o episódio chamou atenção para o perigo potencial envolvendo crianças e moradores vizinhos. Segundo o dono do cão, se o fio tivesse caído em outro ponto, qualquer pessoa poderia ter sido atingida.
A redação entrou em contato com a creche para solicitar esclarecimentos sobre o ocorrido, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto para manifestação da instituição.
