Defesa nega participação de ex-mulher em assassinato de personal trainer e aponta possível envolvimento de amante em Itajaí

Por Redação Marazul 30/11/2025 11h17 - Atualizado em 30/11/2025 11h17

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Advogada afirma que cliente deixou a cidade por medo de represálias e contesta versão da polícia, que aponta motivação passional no crime.

A defesa de Juliana Ferraz, apontada pela polícia como principal suspeita de matar o personal trainer Guilherme Montani, de 34 anos, em Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina, contesta a participação da ex-mulher no crime e sugere que o homicídio pode ter sido cometido por uma das amantes da vítima. A advogada da suspeita, Fátima Cristina Ferreira, afirma que Juliana nega envolvimento na morte, vivia um histórico de violência doméstica e deixou a cidade por medo, não para fugir.

O assassinato de Guilherme Montani, no último dia 18 de novembro, chocou moradores de Itajaí. O personal trainer foi morto a tiros na Praça dos Correios, no Centro da cidade, logo após sair da academia onde trabalhava. A Polícia Militar afirma que Juliana Ferraz, ex-esposa da vítima, teria aguardado cerca de 40 minutos no local antes de atirar e fugir a pé.

Em entrevista ao ND Mais, a advogada de Juliana questionou a versão preliminar apresentada pelos policiais e afirmou que sua cliente não tinha motivo para matar o ex-marido. Segundo Fátima Cristina Ferreira, a suspeita vivia sob abalo psicológico após anos de agressões, ameaças e dependência emocional durante o relacionamento.

“Ela não estava em fuga. Juliana saiu de Itajaí porque recebeu mensagens dizendo que estava sendo acusada e que poderia sofrer represálias. Ela se assustou e buscou proteção”, afirmou a advogada.

De acordo com a defesa, Juliana trabalhou normalmente no dia do crime e estava em casa quando soube das acusações.

A advogada alega existir documentação psicológica comprovando que Juliana procurou ajuda profissional para encerrar a relação. “Dizem que ela não aceitava o fim. É o contrário. Os laudos mostram que ela buscou apoio justamente para se afastar. Era um relacionamento abusivo e tóxico”, explicou.

Histórico de violência

A defesa afirma que Juliana foi vítima de agressões físicas e chegou a sofrer uma facada no braço ao tentar se defender de Guilherme. A ex-mulher também possuía medida protetiva da Lei Maria da Penha, posteriormente revogada pela Justiça. Sem o amparo judicial, relata a advogada, Juliana passou a viver ainda mais exposta às ameaças do ex-companheiro.

Segundo o depoimento da defesa, as intimidações ocorriam com frequência, inclusive quando ambos se encontravam no trânsito a caminho do trabalho. Uma das ameaças relatadas seria relacionada à disputa pelo apartamento do casal: “Ele dizia que, se perdesse os direitos sobre o imóvel por causa da medida protetiva, ela não viveria para usufruir”.

Conflitos por bens

A separação também teria sido marcada por desentendimentos envolvendo patrimônio em comum, como apartamento e carro. A advogada afirma que Guilherme retirou o veículo e pressionou Juliana a deixar o imóvel, embora ambos contribuíssem para o pagamento.

“Ela tinha direitos sobre os bens. Ele não aceitava isso. Ela vivia uma dependência emocional profunda e aceitava tudo calada, até procurar ajuda psicológica”, destaca Fátima.

Ainda segundo a defesa, Juliana segue medicada e emocionalmente abalada devido à repercussão do caso.

Motivação contestada

Para a Polícia Militar, o crime teria motivação passional: Juliana não teria aceitado o fim do relacionamento, e parte dessa suspeita se baseia no fato de Guilherme ter atualizado nas redes sociais o status de noivado com a atual companheira.

A defesa, porém, afirma que essa hipótese “não se sustenta”. “Juliana não disputava afeto e não queria reatar. Ela estava tentando reconstruir a vida. Quem não aceitava o fim era ele, tanto que a perseguia e ameaçava”, rebate a advogada.

Fátima Cristina Ferreira acrescenta ainda outra possibilidade: de que o crime tenha sido cometido por uma das amantes mantidas por Guilherme durante o relacionamento. “Ele teve várias amantes. É possível que alguma delas não tenha aceitado o noivado. Mas não a Juliana, que buscou ajuda justamente para se afastar”, afirma.

Apresentação à polícia

A defesa informa que Juliana não permanecerá oculta e pretende se apresentar às autoridades. “Ela está aguardando minha chegada em Itajaí. Não há fuga. Juliana vai prestar sua versão e colaborar com a investigação”, garante a advogada.

Como foi o crime

De acordo com a Polícia Militar, Guilherme foi surpreendido por diversos disparos por volta das 20h, na Praça dos Correios, momentos após deixar o trabalho. A suspeita teria fugido a pé e, posteriormente, acionado um carro por aplicativo. Buscas foram realizadas, mas ela não foi localizada no mesmo dia.

A investigação segue em andamento.

Guarda Municipal de Itajaí realiza treinamento com carabinas 9mm para reforçar preparo técnico e segurança da corporação.

Defesa nega participação de ex-mulher em assassinato de personal trainer e aponta possível envolvimento de amante em Itajaí

Por Redação Marazul 30/11/2025 11h17 - Atualizado em 30/11/2025 11h17

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Advogada afirma que cliente deixou a cidade por medo de represálias e contesta versão da polícia, que aponta motivação passional no crime.

A defesa de Juliana Ferraz, apontada pela polícia como principal suspeita de matar o personal trainer Guilherme Montani, de 34 anos, em Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina, contesta a participação da ex-mulher no crime e sugere que o homicídio pode ter sido cometido por uma das amantes da vítima. A advogada da suspeita, Fátima Cristina Ferreira, afirma que Juliana nega envolvimento na morte, vivia um histórico de violência doméstica e deixou a cidade por medo, não para fugir.

O assassinato de Guilherme Montani, no último dia 18 de novembro, chocou moradores de Itajaí. O personal trainer foi morto a tiros na Praça dos Correios, no Centro da cidade, logo após sair da academia onde trabalhava. A Polícia Militar afirma que Juliana Ferraz, ex-esposa da vítima, teria aguardado cerca de 40 minutos no local antes de atirar e fugir a pé.

Em entrevista ao ND Mais, a advogada de Juliana questionou a versão preliminar apresentada pelos policiais e afirmou que sua cliente não tinha motivo para matar o ex-marido. Segundo Fátima Cristina Ferreira, a suspeita vivia sob abalo psicológico após anos de agressões, ameaças e dependência emocional durante o relacionamento.

“Ela não estava em fuga. Juliana saiu de Itajaí porque recebeu mensagens dizendo que estava sendo acusada e que poderia sofrer represálias. Ela se assustou e buscou proteção”, afirmou a advogada.

De acordo com a defesa, Juliana trabalhou normalmente no dia do crime e estava em casa quando soube das acusações.

A advogada alega existir documentação psicológica comprovando que Juliana procurou ajuda profissional para encerrar a relação. “Dizem que ela não aceitava o fim. É o contrário. Os laudos mostram que ela buscou apoio justamente para se afastar. Era um relacionamento abusivo e tóxico”, explicou.

Histórico de violência

A defesa afirma que Juliana foi vítima de agressões físicas e chegou a sofrer uma facada no braço ao tentar se defender de Guilherme. A ex-mulher também possuía medida protetiva da Lei Maria da Penha, posteriormente revogada pela Justiça. Sem o amparo judicial, relata a advogada, Juliana passou a viver ainda mais exposta às ameaças do ex-companheiro.

Segundo o depoimento da defesa, as intimidações ocorriam com frequência, inclusive quando ambos se encontravam no trânsito a caminho do trabalho. Uma das ameaças relatadas seria relacionada à disputa pelo apartamento do casal: “Ele dizia que, se perdesse os direitos sobre o imóvel por causa da medida protetiva, ela não viveria para usufruir”.

Conflitos por bens

A separação também teria sido marcada por desentendimentos envolvendo patrimônio em comum, como apartamento e carro. A advogada afirma que Guilherme retirou o veículo e pressionou Juliana a deixar o imóvel, embora ambos contribuíssem para o pagamento.

“Ela tinha direitos sobre os bens. Ele não aceitava isso. Ela vivia uma dependência emocional profunda e aceitava tudo calada, até procurar ajuda psicológica”, destaca Fátima.

Ainda segundo a defesa, Juliana segue medicada e emocionalmente abalada devido à repercussão do caso.

Motivação contestada

Para a Polícia Militar, o crime teria motivação passional: Juliana não teria aceitado o fim do relacionamento, e parte dessa suspeita se baseia no fato de Guilherme ter atualizado nas redes sociais o status de noivado com a atual companheira.

A defesa, porém, afirma que essa hipótese “não se sustenta”. “Juliana não disputava afeto e não queria reatar. Ela estava tentando reconstruir a vida. Quem não aceitava o fim era ele, tanto que a perseguia e ameaçava”, rebate a advogada.

Fátima Cristina Ferreira acrescenta ainda outra possibilidade: de que o crime tenha sido cometido por uma das amantes mantidas por Guilherme durante o relacionamento. “Ele teve várias amantes. É possível que alguma delas não tenha aceitado o noivado. Mas não a Juliana, que buscou ajuda justamente para se afastar”, afirma.

Apresentação à polícia

A defesa informa que Juliana não permanecerá oculta e pretende se apresentar às autoridades. “Ela está aguardando minha chegada em Itajaí. Não há fuga. Juliana vai prestar sua versão e colaborar com a investigação”, garante a advogada.

Como foi o crime

De acordo com a Polícia Militar, Guilherme foi surpreendido por diversos disparos por volta das 20h, na Praça dos Correios, momentos após deixar o trabalho. A suspeita teria fugido a pé e, posteriormente, acionado um carro por aplicativo. Buscas foram realizadas, mas ela não foi localizada no mesmo dia.

A investigação segue em andamento.

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