Educação de Barra Velha inicia entrega dos cordões de girassóis nas escolas públicas

Educadores de Barra Velha já estão distribuindo os cordões de girassóis identificadores de pessoas com

Publicado em 23/02/2024 16h29

Educadores de Barra Velha já estão distribuindo os cordões de girassóis identificadores de pessoas com deficiências ocultas, uma iniciativa que visa reconhecer a todos em sua singularidade. Com a medida, a Secretaria de Educação e Cultura da Prefeitura cumpre a Lei 14.624/23, sancionada em 17 de julho do ano passado, pelo presidente da República em exercício Geraldo Alckmin (PSB).

Essa lei, segundo a secretária de Educação de Barra Velha, professora Fernanda Roberta, formaliza o uso da fita com desenhos de girassóis como símbolo de identificação das pessoas com essas deficiências.

As entregas oficiais tiveram início nesta quinta-feira, dia 22, no Complexo Escolar Franciele e Richelle Torquato Ferreira, bairro São Cristóvão, e na Escola Básica Municipal Maria Lindamir de Aguiar Barros, na Quinta dos Açorianos. Em breve, todos os alunos público-alvo dessa ação receberão seus cordões.

Essa iniciativa é resultado de mobilização liderada pela agora ex-secretária de Educação, professora Nilceia Tomaz, que desligou-se do cargo nesta semana, e pela Coordenação de Educação Especial, representada por Kátia Maria Alves. “Acreditamos que incluir é mais do que uma ideia, é uma ação concreta que promove a valorização e o respeito à diversidade em nossas escolas”, pontuou Nilceia.

Qualquer diagnóstico não representa uma limitação, mas sim um convite para observar as potencialidades de cada indivíduo. Em consonância com esse princípio, a Secretaria de Educação, Cultura e Desporto cumpre

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Publicado em 23/02/2024 16h29

A violência contra a mulher tem sido debatida por organizações do litoral norte catarinense. As discussões tem avançado sobre os sistemas judiciários de atendimento às demandas femininas e são encabeçados pelo Coletivo Mulheres do Brasil em Ação (o CMBA). Em Balneário Piçarras, um espaço reservado que já existe para acolher mulheres vítimas de violência domésticas corre o risco de fechar por falta de verbas para manutenção que hoje conta com algumas doações e pessoal voluntário. Apenas no mês de janeiro em Balneário Piçarras foram decretadas dez medidas protetivas.

Movimento busca trazer atendimento para as mulheres vítimas de violência doméstica.
Movimento busca trazer atendimento para as mulheres vítimas de violência doméstica.

O CMBA também criou a primeira casa de referência de atendimento à mulher com equipe especializada que atua voluntariamente em Balneário Piçarras. A casa é sigilosa para reservar a integridade das mulheres violentadas, criadas unicamente com esforços da sociedade civil.

Um dos objetivos da organização é evitar o feminicídio e desde que o Coletivo começou a atuar nas principais cidades do litoral norte em 2019 não houve registro do crime.

A presidente da CMBA, Regina dos Santos, explicou que o espaço é um início para oportunizar o atendimento às mulheres vítimas de violência doméstica para que seja possível oferecer orientação jurídica e psicológica, com atendimento de mulheres de diversas cidades. Ela comenta que essa criação foi iniciada apenas com esforços da sociedade civil sem ajuda governamental.

O CMBA se formou em 2018 em meio a uma festa designada Festa da Mulherada em Barra Velha que reuniu cerca de 100 mulheres que acompanharam palestras, expressões artísticas e caminhadas. A reunião se transformou no Coletivo e formou também 32 promotoras legais populares.

O secretário de Assistência Social de Balneário Piçarras, Paulo Debatin, foi questionado pela Rede Marazul para saber se há possibilidade de auxiliar o movimento. Na tentativa de auxiliar a iniciativa, ele indicou que o Serviço Único de Assistência Social (SUAS) pode prestar auxílio técnico ou financeiro às organizações da sociedade civil cadastradas junto ao SUAS. O mesmo avaliou a intenção do CMBA como uma iniciativa importante, mas que poderia apenas prestar o auxílio na inscrição junto ao sistema para formalização de parceria.

Confira o vídeo em que o secretário Paulo Debatin esclarece as possibilidades de parceria com o Coletivo Mulheres do Brasil em Ação:

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