Pelo menos cinco presos da Unidade Prisional do bairro Vila Nova, em Barra Velha, passaram mal após usar drogas levadas para dentro do presídio supostamente por familiares, no último domingo, dia 5 de março. A ocorrência acabou resultando em transporte emergencial dos apenados ao Pronto Atendimento 24h, no centro barra-velhense, e desde segunda-feira, as informações são desencontradas.
Falou-se em “rebelião” e “overdose” em redes sociais e também na comunidade local. A Secretaria de Estado da Administração Prisional e Socioeducativa (SAP), entretanto, posicionou-se apenas nesta terça-feira, para a reportagem do DIARINHO, de Itajaí, e confirmou que houve um problema de saúde – sem detalhar mais o fato ou indicar se houve falhas na triagem ou no scanner da UPA.
A moradora K. M. F. detalhou na matéria que sua tia estava no Pronto Atendimento, aguardando pelo médico, e a família assustou-se quando os presos chegaram para o atendimento no domingo à noite. “Minha tia estava esperando transferência para Jaraguá do Sul. Deu um rebuliço, e ela teve que esperar pelos presos para depois ser transferida”, detalhou a testemunha.
Informações repassadas por outras testemunhas à Rede Marazul complementaram a informação dessa testemunha que falou ao DIARINHO. A fonte confirmou que eram cinco apenados e que o atendimento foi prestado de maneira rápida, supostamente a pedido da direção da UPA, preocupada com que a notícia vazasse.
Estado garante que não houve rebelião
A Secretaria de Etado da Administração Penal confirmou que o problema de saúde foi gerado pela droga. “Apesar de não ter chegado nenhuma informação oficial sobre o ocorrido na UPA de Barra Velha, informações preliminares constam que internos ingeriram drogas no momento da visita dos familiares”, disse a nota da secretaria, sem confirmar se era visita íntima ou convencional.
“Esclarecemos que não houve qualquer tipo de rebelião ou desordem. Os mesmos foram conduzidos ao pronto-socorro de Barra Velha, sendo posteriormente encaminhados ao Hospital de Jaraguá do Sul, onde foram tratados conforme prescrição médica”, completa a nota, sem responder outros questionamentos da reportagem.